Café do Poeta
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Textos


 Asa do Meu Chapéu
Alexandre ď Oliveira / Contos Proibidos.
 
 
     O que passo a narrar a partir de hoje talvez não tenha tanta fiura, e seja mais realista mediante seus fatos. Não darei seus nomes verdadeiros, mas falarei sem nada ocultar toda verdade existente. Esta aconteceu quando estava no salão de espera do aeroporto de Madri.
          Não recordo bem a data, recordo sim que estava vindo de Dubai para o Rio de Janeiro. E em pleno Aeroporto Internacional de Espanha, aproxima-se de mim uma bonita jovem, aparentemente nada mais que vinte e poucos anos. Brasileira no exterior. Sabe como é...
          Imaginei ser logo uma dessas meninas que deixam seus pais preocupados no início e depois passa a contar outras historias bem proibidas , e pasme contam com tanta intimidade cada causo.
          Nisto, me cumprimentou, e eu também, .ela disse se chamar Lúcia Porto, não sei se falara a verdade. Pois estas meninas usam nomes que nada tem a ver. Era  brasileira , e estava em Madri já algum tempo. Ali passava por uma situação bem difícil, e que tinha vindo do Norte do Brasil acompanhada por um rapaz que enquanto tudo corria bem ele estava ao seu lado.
          Que era um rapaz também brasileiro e que por ele ela se apaixonou. Viviam num mar de rosas, afastada de seus espinhos, mas que em breve poderia estar com eles. Nisto, entendi que a mesma por suposto era mãe, e que deixara seus dois ou três filhos aos cuidados de familiares enquanto ela vivia uma tórrida, e abrasadora aventura por países da Europa.
          Naquele momento até rimos. Ela , disse que pretendia voltar ao Brasil, assim que pudesse. Pois seu companheiro alguns meses atrás tivera uma complicação de saúde e viera falecer de súbito. E que fora sepultado naquele país como indigente. Triste relato, por sinal toda sua historia no final. Disse-lhe que naquele instante não tinha tanto como poder ajudar.
          Mas que ao voltar para o Brasil, me procurasse, e quem sabe poderia através de conhecimentos ajudá-la. Esta moça se afastara de mim , e logo em seguida eu a vir conversando com alguém e dissera que fazia alguns instantes que conhecera um coroa , boa pinta, brm afeiçoado, mas que não aplicara nenhum golpe. Não teve bastante coragem.
               Naquele momento, eu baixei a aba de meu chapéu e vi o quanto fora bobo ao dar conversa a estranhos, só por esta ser bonitinha, no entanto tão ordinária. Bonitinha, mas ordinária. Tantas forem estas passagens a gente realmente encontra casos semelhantes.
 
 
Alexandre Poeta
Enviado por Alexandre Poeta em 18/07/2017
Alterado em 18/07/2017
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